Mandalas

A mais de uma década as mandalas vem me chamando a atenção e transformando a minha vida! Objetos de estudo da minha atual monografia: “Mandala e o Processo de Individuação”. A mandala tem origem do sânscrito e significa círculo mágico, ela é a representação do SAGRADO ou do “Self”, ela nos conecta ao centro, sendo o símbolo da Individuação ou da Iluminação. A estrutura mandálica sugere ordenação, pois as imagens são organizadas e distribuídas ao redor de um ponto central, representando uma necessidade de totalidade, inerente aos seres humanos. Uma busca pela essência e uma necessidade de organização e estruturação psíquica, em busca da perfeição e da autocura, desta forma a mandala é um símbolo arquetípico por estar presente na história da humanidade desde os primórdios.
Carl Gustv Jung, também utilizou a mandala como recurso em vida e também com os seus pacientes, ele observou que a mandala exercia um efeito terapêutico sobre as pessoas, que acontecia tanto para as pessoas que as construíam de forma espontânea, quanto para as pessoas que as contemplavam ou meditavam sob uma mandala pronta, feita por outra pessoa, como exemplo, mandalas construídas por pessoas espiritualmente desenvolvidas, como Lamas ou Monge da Índia e do Tibet, que se utilizam desse recurso como instrumento de oração e meditação.
No trabalho com mandalas, assim como nos sonhos, os símbolos trazidos pelo inconsciente evidenciam o papel do símbolo vivo na psique, promovendo a união entre os conteúdos do inconsciente e do consciente, ou seja, a instauração da Função Transcendente, que auxilia o ego a se individuar. A mandala aparece como um importante recurso expressivo revelador da alma humana. Presente nas mais variadas culturas, desde os primórdios, pois a mandala atravessa os tempos e se mescla com a história da humanidade, onde o círculo divino, recorrente nas estruturas mandálicas, organizado ao redor de um núcleo central, que traz em sua órbita, diversos elementos, formas, cores e estruturas geométricas, acaba, por fim, sendo um reflexo do universo psíquico, espelhando portanto e revelando, elementos da estrutura psíquica do indivíduo em questão. Favorecendo assim o autoconhecimento e auxiliando uma reorganização ou a integração desses conteúdos…

Karyna Fonseca de Oliveira Lordelo, Artista Plástica, Arteterapeuta Junguiana e Pós-graduanda em Psicologia Junguiana.

Deixe uma resposta